
Por Marco Antonio Jordão
Foto: Tales Iwata
Tales Iwata é um excelente fotógrafo que conseguiu captar a essência da Adolfo Turrion logo no primeiro click que fez, em um breve ensaio há mais de cinco anos atrás. Desde então tornou-se o nosso fotógrafo oficial, exercendo invariavelmente também a função de cinegrafista.
Quando se perde o controle de uma motocicleta a quase 200 km por hora e o seu corpo se arrebenta em um muro de proteção, seus ossos são triturados e você pensa: é o meu fim... Após um ano e meio de recuperação você volta e se descobre na fotografia, abraçando a dor e a queimando como combustível para uma nova jornada que estava começando... assim, de forma traumática, ele renasceu para o universo fotográfico.
Nascido em 1985 em São Paulo, aos 10 anos de idade mudou-se com a família para o Japão e desde cedo se viu completamente imerso na cultura oriental japonesa, sendo moldado por ela e tendo enraizado princípios importantes que são transmitidos em tudo o que ele faz.
Iwata incorporou o espírito japonês ou o yamato damashi, que define o jeito de ser e o respeito aos mais velhos e ao próximo, de viver de forma coletiva, de respeitar a sua história e se superar a cada dificuldade.
Ao retornar para o Brasil já adulto, trabalhou na Toyota, Banco do Brasil e Denso como tradutor e intérprete japonês, dada a sua fluência. A fotografia veio inicialmente como um gosto pessoal até tornar-se uma paixão. Após um grave acidente automobilístico que poderia ter-lhe seifado a vida, passou a estudar e a aprimorar seu dom e sua arte.
“Sou um autodidata”, define Iwata.
Em pouco tempo teve fotos premiadas como o Prêmio Nikon 100 anos e selos de melhores fotos da semana e do ano pela My Wedding, com suas fotografias sendo publicadas em editoriais de moda de renomadas revistas.
Sua tenacidade permitiu-lhe perseguir uma visão singular que define a sua fotografia. “Acredito que o poder emocional na fotografia vem de como introduzimos elementos naturais em seu contexto. Portanto, em vez de ambientes elaborados, eu escolho detalhes simples, ângulos delicados e únicos com nuances dramáticas de luz e sombras”, complementa.
O desejo de ajudar as pessoas a refletir sobre seu eu interior, em vez de focar somente no visual externo, é apenas uma das maneiras pelas quais a filosofia Zen japonesa se manifesta em seu trabalho. O resultado obviamente se reflete no conjunto de sua obra e na alegria de seus cientes e amigos.
Assista a entrevista e conheça um pouco mais de sua história cliando no link: https://youtu.be/WbZZ2FdHgYs



